quinta-feira, 5 de julho de 2012

Em periferia de SP, mulheres aproveitam retalhos para criar tapetes e almofadas


O projeto Aldeia do Futuro desenvolve um trabalho com a população carente de Americanópolis, periferia de São Paulo. Uma das atividades é confeccionar tapetes e almofadas com retalhos de pano.

 A mobilização partiu de empresários que buscavam soluções para problemas sociais de comunidades urbanas com baixo poder aquisitivo. Então, a Aldeia do Futuro foi criada em 1993 atendendo inicialmente a 120 jovens. O projeto cresceu e, hoje, já são mais de 600 jovens.

A ONG ajuda os jovens e também oferece oportunidades para 200 mulheres, que moram próximo à sede. Elas são capacitadas para conseguir gerar renda. No Projeto Aldeia das Mulheres só podem entrar as maiores de 18 anos.

As atividades desenvolvidas por elas envolvem técnicas antigas para reutilizar retalhos e transformá-los em mantas, tapetes e almofadas. É comum pegarem os restos de tecidos, cortá-los do mesmo tamanho e amarrá-los em um pano com acabamento em tecido mais fino. Outra maneira de aproveitá-los é fazendo fuxicos, pequenas flores de pano costuradas.

O trabalho destas mulheres conquistou a classe A e muitas peças já foram vendidas em bairros nobres, como nas lojas do Jardins. Além das costuras, elas aprendem a fazer pintura em tecido, bordado e artesanato. Há também bolsas feitas com sacolas de plástico. Todos os trabalhos são comercializados e o dinheiro arrecadado é dividido entre o grupo.

O projeto que já dura quase 20 anos funciona com a ajuda de pessoas e organizações. Desta forma, a Aldeia do Futuro estimula as doações, seja através do voluntariado, doação de materiais para o desenvolvimento de atividades, tornando-se sócio da ONG ou fazendo uma doação financeira única com boleto bancário, cartão de crédito ou depósito.



Maior usina solar da América Latina será instalada em Manaus

A usina terá capacidade para atender 3.757 residências | Foto: Robert Linder/SXC



O estado do Amazonas promete instalar a maior usinar solar da América Latina em sua capital. Ela terá capacidade para atender 3.757 residências, com consumo médio de 154 kWh/mês, e potencial de 6MW.

Hoje, Manaus possui energia gerada a partir de óleo combustível e diesel, à base hídrica e gás natural. A energia solar será adicionada às alternativas da cidade. As obras da usina devem ser concluídas em dois anos.

“A vantagem é que a gente vai quebrar cada vez mais o uso da energia não renovável e adicionar o uso renovável. Uma usina que poderia estar queimando combustível fóssil com 6 MW mais, vai estar deixando de queimar 6 MW menos”, disse Anderson Bittencourt, vice-coordenador do Centro Estadual de Mudanças Climáticas (Ceclima), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS).

O governo do Amazonas é o responsável por desenvolver este grande projeto, que teve como base estudos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com recursos do Banco de Desenvolvimento da Alemanha. A UFSC possui um grupo de pesquisa em energia solar.

Atualmente o Brasil realiza uma das maiores obras de energia do país, a construção da usina Belo Monte. Entretanto, Bittencourt não é favorável a este tipo de investimento no estado amazônico. “Para a escala de demanda das cidades e comunidades do Amazonas, não precisamos de hidrelétricas. Precisamos de usinas solares e de usinas baseadas em biomassa. Existem características de determinadas regiões que não cabem uma hidrelétrica e é preciso buscar alternativas”.

O projeto da usina pretende instalar 25.650 módulos fotovoltaicos, 570 inversores, em uma área de 44.913,15 metros quadrados. O investimento será dividido entre a Eletrobrás Amazonas Energia, Governo do Amazonas e investidores privados. Estima-se que o projeto custará R$ 40 milhões.

Estratégias para facilitar a fabricação de módulos e baterias no Pólo Industrial de Manaus (PIM) estão sendo estudadas. “Vai ser criado um plano de atração de investimento das empresas para o PIM. Isso é um marco no Brasil. Não existe pólo industrial renovável no Brasil. Não existe sequer uma empresa no país produzindo módulos solares. Não precisaremos mais comprar na Alemanha, Índia ou China”, afirmou Bittencourt.

Enquanto não é confirmada esta alternativa, sabe-se que os equipamentos serão importados. A ideia do projeto é que os sistemas de geração de energia solar possam ser estendidos para 25 municípios do interior do Amazonas.

A maior usina solar instalada no Brasil atualmente está localizada em Tauá, no sertão do Ceará, em uma propriedade do empresário Eike Batista. Ela tem potencial de 1 MW. Com informações de A Crítica.


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Roteiros maranhenses: Imirante destaca Carolina

SÃO LUÍS – O Imirante dá continuidade à série sobre turismo no Maranhão, especial para o período de férias. E a viagem de hoje é ao sul maranhense, mais precisamente à Carolina, que fica às margens do rio Tocantins.

Carolina já foi chamada São Pedro de Alcântara. Mas em 1832 os habitantes, mudando-se para a margem direita do rio Tocantins, 16 km abaixo, passou a chamar-se Carolina, em homenagem à imperatriz Carolina Leopoldina, esposa de D. Pedro I. 

A cidade viveu seu esplendor econômico no século XX. Era centro econômico-financeiro importante do sul do Estado, com influência sobre grande parte do sul piauiense, Pará e norte de Goiás (atual Tocantins). Atualmente, Carolina é uma cidade eco turística com pouco mais de 23 mil habitantes. O fluxo de pessoas aumenta entre os meses de junho e setembro, por causa do turismo.

Em Carolina, o calor é forte durante todo ano, portanto, é bom caprichar na hidratação. Quem deseja chegar à Carolina via terra, é só seguir pela BR-230 que liga a cidade de Riachão à Carolina e pela rodovia que liga a cidade Araguaína a de Filadélfia. A partir daí, faz-se a travessia do rio Tocantins por meio de embarcações apropriadas. 

Há também a possibilidade de ir pela Estrada de Ferro Carajás. Os trens saem de São Luis com destino a Açailândia. De Imperatriz é possível pegar ônibus ou vans até Carolina, num trajeto de cerca de três horas de viagem.

Quem quiser economizar no tempo, pode pegar um voo para a cidade de Imperatriz, que fica a aproximadamente 227 km de Carolina. E de Imperatriz à Carolina, a viagem pode ser feita de ônibus ou vans.

Atrações turísticas

Entre os principais atrativo turísticos de Carolina estão as suas belas cachoeiras. Confira os pontos que os turistas não podem deixar de visitar:

Cachoeiras da Pedra Caída:

É o primeiro ponto turístico importante do Sul do Maranhão. Possui três quedas d'água maiores, sendo que na Gruta do Amor a água despenca a uma altura de 46 metros em uma série de pequenos saltos, além de grande piscina de água corrente. Fica à 50 metros da BR-010, 35 Km distante de Carolina estando em propriedade privada. 

Cachoeiras do Itapecuru:

Duas quedas d'água (18 m e 20 m) que formam uma enorme piscina natural com rochas que a circundam, praias e pequenas ilhas. Também há uma hidrelétrica da década de 40, desativada. As cachoeiras ficam junto à BR-230, 33 km distante de Carolina. Também fica em propriedade privada.

Cachoeiras do Rio Farinha:

É preciso de um carro com tração nas quatro rodas para se chegar às cachoeiras de São Romão, do Prata e do Farinha, as três no rio Farinha, afluente do rio Tocantins.

Praia do Tocantins:

Conhecida por todos que passam pela região sul do Maranhão, o local é bastante cheio. Apesar de serem mais conhecidas como as praias de Carolina, elas aparecem do lado do Estado de Tocantins, na cidade de Filadélfia. As praias começam a aparecer quando o rio baixa, a partir do mês de junho e só desaparecem no final do mês de agosto, portanto, é bom aproveitar o mês de julho para conhecer o local. 

Morro das Figuras:

Próximo à cachoeira da Prata, a 40 km de Carolina com formação rochosa com diversas inscrições rupestres recentemente descobertas por arqueólogos, que acreditam ser de autoria de índios craôs descendentes dos tupis-guaranis. 

Morro do Chapéu:

Com seus 378 metros de altura. Leva o nome por causa do formato.



BNDES aprova R$ 210 mi para cogeração de energia a partir do cavaco de eucalipto

A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 210,7 milhões para a construção de uma unidade de cogeração a vapor e de energia elétrica a partir do cavaco de eucalipto. Trata-se do primeiro projeto aprovado pelo Banco para esse tipo de biomassa e terá capacidade de geração total de 1,148 mil toneladas de vapor industrial e 125,7 MW de energia elétrica por ano.

Os recursos serão destinados à ERB Aratinga S.A, no município de Candeias, na Bahia, por meio de agentes financeiros credenciados no BNDES, os bancos Votorantim, Bradesco e Itaú BBA. Os investimentos, que somam R$ 265 milhões, vão criar 700 empregos diretos e 1.750 indiretos durante a fase de construção.


O conceito do projeto envolve, além do benefício ambiental de substituição de vapor produzido a partir de gás natural por vapor produzido a partir de biomassa para as unidades industriais da Dow do Brasil, a verticalização da cadeia produtiva da biomassa como combustível para geração de energia. Os investimentos incluem a plantação de 227,8 mil toneladas/ano de eucalipto, em uma área de 9,7 mil hectares, necessários para atender à geração prevista.


Do ponto de vista econômico, o projeto traz para a Dow benefícios como a economia significativa no custo, em função da utilização do vapor industrial, e a correlata eliminação do risco causado pela volatilidade do preço do gás natural, bem como do risco de suprimento.


A escolha do eucalipto em detrimento de outras fontes de biomassa, como pinus e bagaço de cana, privilegia a segurança no suprimento. O eucalipto tem histórico de cultivo de mais de 90 anos e é plantado no litoral do norte da Bahia desde a década de 70, existindo hoje mais de 130 mil hectares de florestas naquela região. Atualmente, essas florestas estão entre as mais produtivas do Brasil. Diferentemente de outras biomassas, o eucalipto pode ser colhido o ano todo.


O BNDES, em suas políticas operacionais, dá prioridade aos financiamentos de projetos em fontes de energia renovável, que possuem uma das mais baixas taxas cobradas pelo Banco. A biomassa, uma fonte de energia limpa, vem aumentando sua participação na matriz energética brasileira.

Maior crocodilo do mundo em cativeiro está nas Filipinas


Manila - Um crocodilo de água salgada capturado em setembro do ano passado no sul das Filipinas foi proclamado nesta segunda-feira o maior exemplar em cativeiro do mundo, segundo o Livro Guinness dos recordes.
 
Lolong, como foi batizado por seus capturadores, é responsável por vários ataques fatais e mede cerca de 6,17 metros, com um peso aproximado de uma tonelada.

O réptil já era uma estrela antes de ser reconhecido com o recorde ao ser uma das atrações mais badaladas da cidade de Bunawan, no sul das Filipinas, onde habita em um parque natural.
Mais de cem pessoas foram necessárias para capturar e tirar da água este espécime em uma caça que se prolongou por três semanas.

Uma vez em terra firme, o crocodilo foi transportado em guindaste até seu novo lar.

Até hoje o recorde era de um exemplar australiano de 5,48 metros de comprimento.
Os crocodilos de água salgada são os maiores répteis do mundo e habitam zonas pantanosas do sudeste asiático e do norte da Austrália.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Os critérios da 'lista negra' das cidades que mais desmatam do Brasil

Ministério do Meio Ambiente divulga lista anual dos municípios com maior índice de desmatamento na Amazônia. Agora também há uma do Cerrado

 

Paragominas foi o primeiro município a sair da
lista negra (Foto: Divulgação)

 

Paragominas (PA) já foi considerada a cidade que mais desmatava no Brasil e chegou a ser incluída na “lista negra” do Ministério do Meio Ambiente. Isso não é apenas figura de linguagem. Desde que saiu o Decreto nº 6.321/07, o MMA edita anualmente uma lista com os municípios da Amazônia para serem prioritários nas ações de prevenção e combate ao desmatamento.

Para colocar um município na lista, o ministério leva em conta três critérios: área total de floresta desmatada no município; área total de floresta desmatada nos últimos três anos; e o aumento da taxa de desmatamento em pelo menos três, dos últimos cinco anos. As prefeituras são notificads que suas cidades entraram na lista por meio de publicações no Diário Oficial da União (DOU) e por comunicados oficiais do MMA.

As primeiras cidades a saírem da lista, além de Paragominas (PA), em 2010, foram Querência (MT), em 2011, Alta Floresta (MT) e Santana do Araguaia (PA), ambas em 4 de junho de 2012 – um dia antes do Dia do Meio Ambiente. Para isso, esses municípios precisaram atender aos seguintes critérios:

• Possuir 80% de seu território, com propriedades rurais devidamente monitoradas por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR), exceto as unidades de conservação de domínio público e reservas indígenas;

• Que o desmatamento feito na propriedade no ano de 2009 tenha sido igual ou menor que 40 km2;

• Que a média do desmatamento dos anos de 2008 e 2009 tenha sido igual ou inferior a 60% em relação à média do período de 2004 a 2007.

Francisco Oliveira, do MMA, explica os critérios as
cidades entrarem na lista (Foto: Divulgação)

No caso do CAR, o monitoramento é feito para garantir o limite de 20% de desmatamento em propriedades para atividades produtivas, estipulado pela legislação. O cadastro suspende a multa pela infração, desde que o proprietário se comprometa a regularizar o limite. “O CAR é um incentivo para o proprietário recuperar a terra que ele não deveria ter desmatado”, ressalta Francisco Oliveira, diretor do Departamento de Políticas para o Combate ao Desmatamento do MMA.

Outro incentivo é o Fundo Amazônia, recurso gerido pelo BNDES com investimentos dos governos da Noruega – principalmente - e da Alemanha, bem como da Petrobras. O objetivo do fundo é  apoiar ações de redução do desmatamento. No caso de Alta Floresta, foi com esse apoio que o município começou a tomar medidas de reduzir o desmatamento.

O município teve falta de água por conta da degradação das nascentes em 2009, um ano após sua entrada na lista.  "Depois disso, começou um envolvimento muito grande da prefeitura e da própria sociedade civil de Alta Floresta para sair da lista”, acrescenta Oliveira.

Desde o início do projeto de redução do desmatamento, Alta Floresta conseguiu recuperar 1200 nascentes das cerca de 3000 que possui. “Isso mostra que o município consegue continuar se desenvolvendo, sem necessariamente desmatar mais áreas”, comenta Francisco Oliveira.

Além dos quatro que já saíram da lista, atualmente há 46 municípios considerados prioritários no Bioma Amazônia, localizados nos estados do Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima.

Desmatamento também é preocupação no Cerrado

Recentemente, foi estabelecida a edição de uma lista de municípios prioritários do Cerrado pelo Ministério do Meio Ambiente. O Decreto s/nº foi publicado em 15 de setembro de 2010 e a primeira lista, divulgada em 2012, possui 52 cidades de oito estados: Bahia, Goiânia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí e Tocantins.

"A identificação periódica dos municípios do Cerrado para ações de prevenção e controle do desmatamento, leva em consideração as áreas de maior importância para a biodiversidade e para os recursos hídricos, bem como as áreas protegidas - unidades de conservação, terras indígenas e quilombolas”, explica Oliveira.

Os critérios para os municípios do Cerrado entrem na lista são: média de desmatamento dos anos de 2009 e 2010 superior a 25 km2; e o desmate acima de 20% em áreas de vegetação nativa remanescente do município ou a exploração da madeira em áreas protegida. No entanto, ainda não há critérios estabelecidos para esses municípios saírem da lista.
 

Fonte: globoecologia