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sexta-feira, 8 de junho de 2012

São Paulo prepara maior mercado de carbono do país


SÃO PAULO, 5 Jun (Reuters Point Carbon) - O governo paulista anunciou nesta terça-feira planos para criar um mercado de carbono que poderá no futuro ser associado a um esquema semelhante que está sendo desenvolvido no Rio de Janeiro.

São Paulo responde por um terço do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, e vigora no Estado uma rigorosa lei que estipula uma redução de 20 por cento nas emissões de gases do efeito estufa até 2020, em relação aos níveis de 2005. Isso significa limitar as emissões a 98 milhões de toneladas de dióxido de carbono ou equivalente.

"Isso é uma prioridade para o governo. Esperamos ter o mercado funcionando o mais breve possível", disse a jornalistas o secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas. "Nós já estamos conversando com as indústrias sobre as metas. Essa é a grande dificuldade a ser vencida, definir o tamanho dos cortes nas emissões".

A BM&FBovespa, maior bolsa de valores latino-americana, será parceira do governo estadual na iniciativa.

O esquema fluminense de mercado de carbono será formalmente lançado neste mês, e o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, disse que no futuro poderá haver uma vinculação entre os dois mercados de carbono dos mais ricos Estados brasileiros, embora por enquanto não haja planos concretos nesse sentido.

"Nós podemos promover a interconectividade com outros mercados, em nível nacional ou internacional", disse Pinto.

Ele acredita que o mercado paulista de carbono possa estar operacional já no final do ano se o governo acelerar a definição de metas e regulamentos.

Analistas consideram que a meta de redução de 20 por cento nas emissões até 2020 é quase impossível de ser alcançada.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que, embora a meta para 2020 seja muito severa para um Estado tão populoso, vários setores podem contribuir com reduções significativas das emissões.

"É uma meta ambiciosa, mas nós vamos trabalhar para cumpri-la", afirmou.

Ele disse esperar que uma grande parte das reduções venha dos transportes. O Estado vem investindo em hidrovias para reduzir o uso de caminhões no transporte de mercadorias, e também na expansão do metrô e dos trens na Grande São Paulo.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

São Paulo testa tecnologia capaz de reduzir enchentes

A tecnologia funciona basicamente devido a um software e um filtro que é instalado no interior dos bueiros e tem a capacidade de armazenar 300 litros l Foto: Ecco Sustentável
 
Subprefeituras e cidades do interior de São Paulo estão testando uma tecnologia que promete reduzir o número de enchentes. O sistema impede que o lixo espalhado pelas ruas chegue aos córregos da cidade ou entupa bueiros.

A tecnologia funciona basicamente devido a um software e um filtro que é instalado no interior dos bueiros e tem a capacidade de armazenar 300 litros. Este sistema retém todos os resíduos deixando passar apenas a água. No momento em que tais detritos atingem 80% da capacidade do lixo um dispositivo é acionado e avisa a central. Esta por sua vez entra em contato com as empresas responsáveis pela limpeza.

O objetivo deste sistema é impedir que os bueiros fiquem obstruídos no momento da chuva e, desta forma, ele evita os riscos de enchentes e alagamentos. Até o momento o projeto teve investimento de R$ 2,5 milhões. O diretor da empresa que criou o sistema, Carlos Chiaradia, afirma que o investimento inicial, apesar de alto, é recompensador, pois "é uma solução definitiva e preventiva, não corretiva como acontece atualmente".

As subprefeituras de São Paulo têm hoje, em média, 15 mil bueiros e bocas de lobos para administrar. Com o novo sistema o trabalho poderia ser otimizado, o processo de limpeza seria mais rápido, pois além de fornecer informações exatas sobre os locais onde a situação está mais crítica ainda seria mais fácil recolher o material já estaria armazenado nos filtros.

Outro beneficio apontado por Chiaradia é que o projeto pode gerar novos postos de trabalho e renda. O material recolhido ainda pode ser levado para reciclagem, evitando assim que os mesmos poluam os rios. "O governo tem investido tanto em cooperativas de reciclagem, e um sistema de gestão dos resíduos coletados pode aproveitar essa oportunidade", conclui o diretor.