quarta-feira, 11 de julho de 2012

Brasil produz mosquito transgênico para combater dengue

Ministério da Saúde inaugura fábrica que vai produzir quatro milhões de mosquitos por semana

 

No último sábado (7), o Ministério da Saúde inaugurou em Juazeiro, na Bahia, uma fábrica que vai produzir mosquitos geneticamente alterados para combater a dengue. O laboratório será capaz de produzir por semana quatro milhões de machos transgênicos do Aedes Aegypti. Desse modo, os técnicos esperam diminuir a reprodução do mosquito e a incidência da doença, que atingiu 431.194 pessoas no país desde o começo do ano.

Os machos trangênicos (os cientistas inserem nos ovos do Aedes Aegypti um gene que o tornará estéril – seus filhos serão incapazes de se desenvolver) se desenvolvem até a fase adulta e são levados até um local com alta incidência da dengue, onde são liberados. Ali, procuram pelas fêmeas da região e cruzam com elas. No entanto, seus filhos nunca chegarão a ultrapassar a fase de larva e causar dano à população. Desse modo, a próxima geração de mosquitos fica comprometida.

Reprodução — Os cientistas adotam uma série de técnicas para garantir que as fêmeas locais cruzem com os insetos transgênicos. Sabendo que os machos criados em laboratório não costumam ser tão competitivos na hora de conquistar as fêmeas da espécie, eles fizeram questão de que sua linhagem fosse extremamente bem nutrida e forte. "Além disso, nós costumamos espalhar pelo local até 10 vezes mais insetos machos do que o número existente na natureza. Aí o acasalamento vira questão de estatística", diz Aldo Malavasi, professor aposentado de genética na USP e diretor presidente da Moscamed, empresa pública responsável pela produção dos insetos.

A ideia do Ministério é liberar os primeiros lotes do mosquito produzido na fábrica no município baiano de Jacobina, que tem 79.000 habitantes e apresentou 1.647 casos de dengue em 2012.

Testes O Aedes Aegypti  transgênico já foi testado em dois bairros de Juazeiro, Mandacaru e Itaberaba, entre 2011 e 2012. Os locais tinham um alto índice do mosquito. Sua população foi reduzida em 90% com a adoção da técnica.

Essa linhagem de mosquitos transgênicos foi originalmente desenvolvida pela empresa britânica Oxitec. Em 2010, pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da USP adaptaram a linhagem para as condições brasileiras. Um ano depois, a Universidade fechou uma parceria com a Moscamed, para produção em larga escala do mosquito.

O plano do governo é analisar os resultados da etapa atual do projeto e, dentro de alguns anos, incorporar a técnica ao Sistema Único de Saúde (SUS) como um dos mecanismos de combate à dengue, junto com a educação da população e o uso de venenos químicos. "Em algumas situações, os mosquitos transgênicos podem ser o melhor modo de controle. Os inseticidas, por exemplo, não têm mobilidade. Já os machos do inseto procuram ativamente as fêmeas. Uma hora depois de termos liberado os mosquistos nas ruas, já estão dentro de todas as casas procurando as fêmeas", diz Aldo Malavasi.


Ibama flagra secretário de Meio Ambiente de Itaituba com carne de tartaruga

Carne de animal ameaçado de extinção foi apreendida no aeroporto de Belém, no Pará

 

 

O Ibama apreendeu na noite desta segunda-feira (9/7) uma tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), já sem casco e esquartejada, no Aeroporto Internacional de Belém, no Pará.

A carne do animal, que integra a lista das
espécies brasileiras ameaçadas de extinção, estava em poder do secretário de Mineração, Meio Ambiente e Produção de Itaituba, Ivo Lubrina de Castro, que desembarcava na capital de um voo da Sete Linhas Aéreas vindo do oeste do estado.

Segundo o chefe do posto de fiscalização do Ibama no aeroporto Val-de-Cans, Luiz Paulo Albarelli, o secretário alegou que a tartaruga seria servida numa festa de recepção para o filho dele, que chegaria de Londres onde estuda. Por transportar o animal protegido sem autorização do
órgão ambiental, o político foi multado em R$ 5 mil e vai responder civil e criminalmente pela infração ambiental. A carne da tartaruga-da-amazônia será incinerada.

O secretário de Meio Ambiente embarcou em Itaituba, aproximadamente às 19h, no voo 6423 (Almeirim-Belém), que fez escala na cidade. Ele despachou a tartaruga de cerca de 10 quilos, já congelada, acondicionada em uma caixa de isopor. Ao chegar ao desembarque no aeroporto Val-de-Cans, por volta das 21h, o volume foi aberto pelos agentes do Ibama. Segundo informações do órgão, a carga foi apreendida e o político multado na hora.
A equipe de Globo Rural On-line tentou entrar em contato com o secretário Ivo Lubrina de Castro, mas foi informada, pela secretaria de Meio Ambiente de Itaituba, de que ele estaria viajando e não poderia falar no momento.


quinta-feira, 5 de julho de 2012

TST suspende decisão que obrigava Shell e Basf a pagar R$ 1,1 bilhão por contaminação

São Paulo – O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro João Oreste Dalazen, concedeu liminar suspendendo a decisão judicial que obrigava as empresas Shell e Basf a depositarem ou a garantirem com bens o valor de R$ 1,1 bilhão relativo à indenização por dano moral coletivo, por causa da contaminação do meio ambiente em uma planta industrial das empresas em Paulínia (SP), em 2002.

Na última quinta-feira (28), a Justiça do Trabalho em Paulínia acolheu pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) e determinou que as empresas depositassem em juízo ou garantissem o valor estipulado. “As condutas que têm sido por elas [empresas] adotadas no curso do presente feito têm o escopo único de atrapalhar o andamento do feito, de buscar adiar o cumprimento da obrigação de cuidar, integralmente, da saúde dos trabalhadores que atuaram no parque fabril de Paulínia”, disse na decisão a juíza Maria Inês Correa Cerqueira Cesar Targa, titular da 2ª Vara do Trabalho em Paulínia.

A decisão também determinava a inclusão de 1.142 pessoas – entre ex-trabalhadores, dependentes e terceiros contratados atingidos pela contaminação – na lista dos considerados habilitados ao recebimento do custeio de suas despesas médicas pelas empresas.

A liminar agora concedida pelo TST, apesar de suspender o pagamento antecipado relativo aos danos morais a coletividade, preserva o cumprimento da sentença quanto à obrigação das empresas de custear o tratamento médico das vítimas de contaminação. Segundo a decisão do ministro Dalazen, a retenção do valor da condenação por dano moral coletivo, além de retirar do fluxo de caixa das empresas um montante superior a R$ 1 bilhão, "não beneficiará a tutela das vítimas", já que sua destinação seria o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), "o que esvazia, por completo, a utilidade".

A antiga indústria de Paulínia (SP), produtora de agrotóxicos – inicialmente da Shell e comprada posteriormente pela Basf – ficou em atividade entre 1974 e 2002. Ela contaminou o solo e as águas subterrâneas com produtos químicos como o aldrin, endrin e dieldrin, compostos por substâncias cancerígenas.

Em 2010, as empresas foram condenadas ao pagamento de indenização por danos morais causados à coletividade, que atualizados chegam hoje a R$ 1,1 bilhão. A Justiça também determinou o pagamento do tratamento médico e a indenização de R$ 20 mil por trabalhador, por ano trabalhado, valor que deve ser corrigido e acrescido de juros e correção monetária.

Em nota, a Basf disse que segue cumprindo com as determinações da Justiça e que confia no Poder Judiciário, “reforçando mais uma vez seu compromisso em posicionar-se com transparência e integridade em todos os aspectos relacionados a este assunto”.

A Shell, também em nota, disse que reforça o compromisso de continuar a prestar assistência médica às pessoas devidamente habilitadas, dentro dos limites impostos pela decisão judicial. “A Shell aguarda a decisão final do TST e reitera que vem cumprindo a decisão judicial, até que todos os recursos sejam apreciados pelos tribunais superiores, efetuando as antecipações dos pagamentos relacionados a despesas médicas solicitadas pelas pessoas devidamente habilitadas no processo”.


Em periferia de SP, mulheres aproveitam retalhos para criar tapetes e almofadas


O projeto Aldeia do Futuro desenvolve um trabalho com a população carente de Americanópolis, periferia de São Paulo. Uma das atividades é confeccionar tapetes e almofadas com retalhos de pano.

 A mobilização partiu de empresários que buscavam soluções para problemas sociais de comunidades urbanas com baixo poder aquisitivo. Então, a Aldeia do Futuro foi criada em 1993 atendendo inicialmente a 120 jovens. O projeto cresceu e, hoje, já são mais de 600 jovens.

A ONG ajuda os jovens e também oferece oportunidades para 200 mulheres, que moram próximo à sede. Elas são capacitadas para conseguir gerar renda. No Projeto Aldeia das Mulheres só podem entrar as maiores de 18 anos.

As atividades desenvolvidas por elas envolvem técnicas antigas para reutilizar retalhos e transformá-los em mantas, tapetes e almofadas. É comum pegarem os restos de tecidos, cortá-los do mesmo tamanho e amarrá-los em um pano com acabamento em tecido mais fino. Outra maneira de aproveitá-los é fazendo fuxicos, pequenas flores de pano costuradas.

O trabalho destas mulheres conquistou a classe A e muitas peças já foram vendidas em bairros nobres, como nas lojas do Jardins. Além das costuras, elas aprendem a fazer pintura em tecido, bordado e artesanato. Há também bolsas feitas com sacolas de plástico. Todos os trabalhos são comercializados e o dinheiro arrecadado é dividido entre o grupo.

O projeto que já dura quase 20 anos funciona com a ajuda de pessoas e organizações. Desta forma, a Aldeia do Futuro estimula as doações, seja através do voluntariado, doação de materiais para o desenvolvimento de atividades, tornando-se sócio da ONG ou fazendo uma doação financeira única com boleto bancário, cartão de crédito ou depósito.



Maior usina solar da América Latina será instalada em Manaus

A usina terá capacidade para atender 3.757 residências | Foto: Robert Linder/SXC



O estado do Amazonas promete instalar a maior usinar solar da América Latina em sua capital. Ela terá capacidade para atender 3.757 residências, com consumo médio de 154 kWh/mês, e potencial de 6MW.

Hoje, Manaus possui energia gerada a partir de óleo combustível e diesel, à base hídrica e gás natural. A energia solar será adicionada às alternativas da cidade. As obras da usina devem ser concluídas em dois anos.

“A vantagem é que a gente vai quebrar cada vez mais o uso da energia não renovável e adicionar o uso renovável. Uma usina que poderia estar queimando combustível fóssil com 6 MW mais, vai estar deixando de queimar 6 MW menos”, disse Anderson Bittencourt, vice-coordenador do Centro Estadual de Mudanças Climáticas (Ceclima), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS).

O governo do Amazonas é o responsável por desenvolver este grande projeto, que teve como base estudos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com recursos do Banco de Desenvolvimento da Alemanha. A UFSC possui um grupo de pesquisa em energia solar.

Atualmente o Brasil realiza uma das maiores obras de energia do país, a construção da usina Belo Monte. Entretanto, Bittencourt não é favorável a este tipo de investimento no estado amazônico. “Para a escala de demanda das cidades e comunidades do Amazonas, não precisamos de hidrelétricas. Precisamos de usinas solares e de usinas baseadas em biomassa. Existem características de determinadas regiões que não cabem uma hidrelétrica e é preciso buscar alternativas”.

O projeto da usina pretende instalar 25.650 módulos fotovoltaicos, 570 inversores, em uma área de 44.913,15 metros quadrados. O investimento será dividido entre a Eletrobrás Amazonas Energia, Governo do Amazonas e investidores privados. Estima-se que o projeto custará R$ 40 milhões.

Estratégias para facilitar a fabricação de módulos e baterias no Pólo Industrial de Manaus (PIM) estão sendo estudadas. “Vai ser criado um plano de atração de investimento das empresas para o PIM. Isso é um marco no Brasil. Não existe pólo industrial renovável no Brasil. Não existe sequer uma empresa no país produzindo módulos solares. Não precisaremos mais comprar na Alemanha, Índia ou China”, afirmou Bittencourt.

Enquanto não é confirmada esta alternativa, sabe-se que os equipamentos serão importados. A ideia do projeto é que os sistemas de geração de energia solar possam ser estendidos para 25 municípios do interior do Amazonas.

A maior usina solar instalada no Brasil atualmente está localizada em Tauá, no sertão do Ceará, em uma propriedade do empresário Eike Batista. Ela tem potencial de 1 MW. Com informações de A Crítica.


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Roteiros maranhenses: Imirante destaca Carolina

SÃO LUÍS – O Imirante dá continuidade à série sobre turismo no Maranhão, especial para o período de férias. E a viagem de hoje é ao sul maranhense, mais precisamente à Carolina, que fica às margens do rio Tocantins.

Carolina já foi chamada São Pedro de Alcântara. Mas em 1832 os habitantes, mudando-se para a margem direita do rio Tocantins, 16 km abaixo, passou a chamar-se Carolina, em homenagem à imperatriz Carolina Leopoldina, esposa de D. Pedro I. 

A cidade viveu seu esplendor econômico no século XX. Era centro econômico-financeiro importante do sul do Estado, com influência sobre grande parte do sul piauiense, Pará e norte de Goiás (atual Tocantins). Atualmente, Carolina é uma cidade eco turística com pouco mais de 23 mil habitantes. O fluxo de pessoas aumenta entre os meses de junho e setembro, por causa do turismo.

Em Carolina, o calor é forte durante todo ano, portanto, é bom caprichar na hidratação. Quem deseja chegar à Carolina via terra, é só seguir pela BR-230 que liga a cidade de Riachão à Carolina e pela rodovia que liga a cidade Araguaína a de Filadélfia. A partir daí, faz-se a travessia do rio Tocantins por meio de embarcações apropriadas. 

Há também a possibilidade de ir pela Estrada de Ferro Carajás. Os trens saem de São Luis com destino a Açailândia. De Imperatriz é possível pegar ônibus ou vans até Carolina, num trajeto de cerca de três horas de viagem.

Quem quiser economizar no tempo, pode pegar um voo para a cidade de Imperatriz, que fica a aproximadamente 227 km de Carolina. E de Imperatriz à Carolina, a viagem pode ser feita de ônibus ou vans.

Atrações turísticas

Entre os principais atrativo turísticos de Carolina estão as suas belas cachoeiras. Confira os pontos que os turistas não podem deixar de visitar:

Cachoeiras da Pedra Caída:

É o primeiro ponto turístico importante do Sul do Maranhão. Possui três quedas d'água maiores, sendo que na Gruta do Amor a água despenca a uma altura de 46 metros em uma série de pequenos saltos, além de grande piscina de água corrente. Fica à 50 metros da BR-010, 35 Km distante de Carolina estando em propriedade privada. 

Cachoeiras do Itapecuru:

Duas quedas d'água (18 m e 20 m) que formam uma enorme piscina natural com rochas que a circundam, praias e pequenas ilhas. Também há uma hidrelétrica da década de 40, desativada. As cachoeiras ficam junto à BR-230, 33 km distante de Carolina. Também fica em propriedade privada.

Cachoeiras do Rio Farinha:

É preciso de um carro com tração nas quatro rodas para se chegar às cachoeiras de São Romão, do Prata e do Farinha, as três no rio Farinha, afluente do rio Tocantins.

Praia do Tocantins:

Conhecida por todos que passam pela região sul do Maranhão, o local é bastante cheio. Apesar de serem mais conhecidas como as praias de Carolina, elas aparecem do lado do Estado de Tocantins, na cidade de Filadélfia. As praias começam a aparecer quando o rio baixa, a partir do mês de junho e só desaparecem no final do mês de agosto, portanto, é bom aproveitar o mês de julho para conhecer o local. 

Morro das Figuras:

Próximo à cachoeira da Prata, a 40 km de Carolina com formação rochosa com diversas inscrições rupestres recentemente descobertas por arqueólogos, que acreditam ser de autoria de índios craôs descendentes dos tupis-guaranis. 

Morro do Chapéu:

Com seus 378 metros de altura. Leva o nome por causa do formato.



BNDES aprova R$ 210 mi para cogeração de energia a partir do cavaco de eucalipto

A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 210,7 milhões para a construção de uma unidade de cogeração a vapor e de energia elétrica a partir do cavaco de eucalipto. Trata-se do primeiro projeto aprovado pelo Banco para esse tipo de biomassa e terá capacidade de geração total de 1,148 mil toneladas de vapor industrial e 125,7 MW de energia elétrica por ano.

Os recursos serão destinados à ERB Aratinga S.A, no município de Candeias, na Bahia, por meio de agentes financeiros credenciados no BNDES, os bancos Votorantim, Bradesco e Itaú BBA. Os investimentos, que somam R$ 265 milhões, vão criar 700 empregos diretos e 1.750 indiretos durante a fase de construção.


O conceito do projeto envolve, além do benefício ambiental de substituição de vapor produzido a partir de gás natural por vapor produzido a partir de biomassa para as unidades industriais da Dow do Brasil, a verticalização da cadeia produtiva da biomassa como combustível para geração de energia. Os investimentos incluem a plantação de 227,8 mil toneladas/ano de eucalipto, em uma área de 9,7 mil hectares, necessários para atender à geração prevista.


Do ponto de vista econômico, o projeto traz para a Dow benefícios como a economia significativa no custo, em função da utilização do vapor industrial, e a correlata eliminação do risco causado pela volatilidade do preço do gás natural, bem como do risco de suprimento.


A escolha do eucalipto em detrimento de outras fontes de biomassa, como pinus e bagaço de cana, privilegia a segurança no suprimento. O eucalipto tem histórico de cultivo de mais de 90 anos e é plantado no litoral do norte da Bahia desde a década de 70, existindo hoje mais de 130 mil hectares de florestas naquela região. Atualmente, essas florestas estão entre as mais produtivas do Brasil. Diferentemente de outras biomassas, o eucalipto pode ser colhido o ano todo.


O BNDES, em suas políticas operacionais, dá prioridade aos financiamentos de projetos em fontes de energia renovável, que possuem uma das mais baixas taxas cobradas pelo Banco. A biomassa, uma fonte de energia limpa, vem aumentando sua participação na matriz energética brasileira.