quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Chance de óleo chegar às praias do RJ é 'remota', dizem Marinha e Ibama

O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Curt Trennepohl, e o almirante da Marinha Edlander Santos disseram nesta quarta-feira (23) que é "muito remota" e "improvável" a possibilidade de o óleo que vazou no Campo do Frade chegar às praias fluminenses. O campo, sob responsabilidade da petroleira americana Chevron, fica na Bacia de Campos.
"A informação que eu tenho, dos nossos técnicos, é de que é muito remota a chance de chegar ao litoral", afirmou Trennepohl antes de participar de audiência pública na Comissão de Meio Ambiente da Câmara.
Técnicos da Marinha também avaliam que o vazamento não chegará às praias. "É muito provável que não [chegue]. Pelos estudos da Marinha, é improvável termos óleo nas praias", disse Edlander.
 Quadro diferente foi previsto pelo secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, para quem o óleo chegaria, possivelmente em duas semanas, nas praias de Arraial do Cabo, de Angra dos Reis, de Ubatuba.
"Os nossos técnicos e os do Ibama me informaram que mais de dois terços de todo óleo ainda não afloraram, e estão abaixo, na coluna d'água", explicou Minc. "Isso vai acabar empelotando e essas 'bolas de piche' vão aparecer nas praias de Arraial do Cabo, de Angra dos Reis, de Ubatuba. Isso pode acontecer daqui a duas semanas, ou daqui a um mês", complementou o secretário.
O vazamento foi detectado há duas semanas. Nesta terça (22), a Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que a mancha de óleo havia alcançado área de 2 km² e extensão de 6 km. Quatro dias antes, na sexta (18), a área da mancha era de 12 km². De acordo com a ANP, a mancha continua se afastando do litoral.
'Estabilização'
O presidente do Ibama afirmou ainda que monitoramento realizado pelo órgão mostra que o vazamento de óleo está "significativamente reduzido". "O quadro nesse momento é de que está havendo uma estabilização".
Segundo Trennepohl, ainda não há registro de que o vazamento tenha afetado animais da região. "Até o momento não tivemos a informação de nenhuma ave morta, nenhum animal morto", disse.
CPI
O deputado Dr. Aluizio (PV-RJ) começou nesta quarta a coletar assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a apurar as responsabilidades pelo vazamento na Bacia de Campos. Para a abertura de uma CPI são necessárias as assinaturas de 171 deputados.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ibama embarga carvão ilegal utilizado em siderúrgicas do Pará

Brasília - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) fez hoje (22) uma operação em uma das maiores siderúrgicas do Pará para embargar carvão ilegal, produzido a partir de madeira nativa, utilizado na produção de ferro-gusa.

O primeiro alvo do embargo é a Siderúrgica do Pará S.A. (Sidepar), em Marabá. A Companhia Siderúrgica do Pará (Cosipar) e a Siderúrgica Ibérica também terão o carvão ilegal apreendido.

Uma investigação do Ibama comprovou que as maiores siderúrgicas do Pará utilizam carvão ilegal, feito com madeira de árvores nativas da Amazônia, derrubadas sem autorização. Pelos cálculos do instituto, nos últimos quatro anos, três grandes siderúrgicas do sudeste do estado foram responsáveis pelo desmatamento de mais de 27 mil hectares de floresta, que resultaram em 947 mil metros cúbicos de carvão ilegal.

O rastreamento foi feito a partir das carvoarias, que vendem o carvão para as siderúrgicas. De 25 fiscalizadas pelo Ibama durante a Operação Saldo Negro, 11 eram fantasmas e 14 empresas de fachada, que produziam além da capacidade instalada. As empresas utilizam planos de manejo falsos para justificar a origem da madeira derrubada ilegalmente.

De acordo com a investigação, a maior parte das árvores que virou carvão vinha de invasões, pequenas propriedades na região das siderúrgicas e até de assentamentos da reforma agrária.

Além do embargo, as três siderúrgicas serão autuadas pela compra do carvão de desmatamento irregular e terão que passar a utilizar somente carvão mineral ou produzido a partir de madeira de reflorestamento.

 

Sapo da Mata Atlântica pode ter toxina útil ao tratamento de Alzheimer

 A biodiversidade da Mata Atlântica é tão vasta que boa parte das espécies ainda não foi catalogada. Além disso, cientistas mostram que esta vasta gama de fauna e flora pode reservar também alternativas para o tratamento de doenças.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), orientada pelo engenheiro florestal Carlos Roderjan encontrou em um sapinho, que habita plantas epífitas, como as bromélias, uma toxina útil para o tratamento de doenças neurológicas.
Conforme mostrado pelo biólogo Luiz Fernando Ribeiro em edição do Globo Repórter, alguns destes pequenos animais utilizam esta toxina como mecanismo de proteção. Por ser parecida com a tetrodotoxina, é possível que ela seja utilizada no tratamento de doenças como o Parkinson e o Alzheimer.
Estes sapinhos, como são tratados pelos cientistas, existem na região de Mata Atlântica graças à enorme incidência de plantas epífitas, que nascem nas árvores e costumam acumular água em sua estrutura. Alguns exemplos de plantas deste tipo são as bromélias, as samambaias e as orquídeas.
Segundo o engenheiro florestal Chistopher Blum, as epífitas “formam verdadeiros jardins suspensos. É duro chegar até o topo, mas quando você está lá em cima pode perder muitas horas descobrindo as pequenas orquídeas e as bromélias enormes”.
Blum explica que durante esta expedição ele já subiu em aproximadamente 120 árvores da Mata Atlântica e em alguns casos pode existir até 90 espécies diferentes de plantas que crescem nos galhos. A estimativa é de que a floresta abrigue duas mil epífitas diferentes, que por sua vez servem como habitat para os sapinhos e outros animais que aproveitam a água acumulada para se desenvolver.
Ribeiro foi o responsável por capturar o pequeno sapo, que tem o mesmo tamanho que uma moeda de dez centavos, e foi levado para estudos nos laboratórios da UFPR. Com informações do Globo Repórter.
Fonte: www.ciclovivo.com.br

Entenda as principais polêmicas do Código Florestal


Após dezenas de emendas e debates em comissões, o Senado deve aprovar nesta quarta-feira o novo Código Florestal, que determina como será a exploração das terras e a preservação das áreas verdes do país.
O novo texto foi apresentado pelo senador Jorge Viana (PT-AC), relator do projeto na Comissão do Meio Ambiente (CMA), que deve analisar a proposta antes da votação no plenário.
O Código já havia sido aprovado na Câmara em maio, com um projeto do então deputado e hoje ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB-SP). No entanto, como essa proposta sofreu diversas modificações até ser votada no Senado, ela voltará para a avaliação dos deputados e, só depois disso, passará pela sanção presidencial.
Dos debates iniciais entre ambientalistas, ruralistas e acadêmicos às recentes discórdias nas comissões do Senado, entenda as principais polêmicas que vêm rondando o novo Código Florestal:
O que é o Código Florestal?
Criado em 1965, o Código Florestal regulamenta a exploração da terra no Brasil, baseado no fato de que se trata de um bem de interesse comum a toda a população.
A legislação estabelece parâmetros e limites para preservar a vegetação nativa e determina o tipo de compensação, como reflorestamento, que deve ser feito por setores que usem matérias-primas, assim como as penas para os responsáveis por desmate e outros crimes ambientais relacionados. A elaboração do Código durou mais de dois anos e foi feita por uma equipe de técnicos.
Como é a proposta do novo Código Florestal?
Desde que foi apresentado pela primeira vez, o projeto de lei sofreu diversas modificações. As principais diferenças entre a nova legislação e o código em vigor dizem respeito à área de terra em que será permitido ou proibido o desmate, ao tipo de produtor que poderá fazê-lo, à restauração das florestas derrubadas e à punição para quem já desmatou.
Por que o atual precisa ser alterado?
Ambientalistas, ruralistas e cientistas concordam que esta é uma necessidade para adaptar as leis nacionais à realidade brasileira e mundial. O atual foi modificado várias vezes por decreto e medidas provisórias e seria necessário algo mais sólido.
Uma das urgências citadas pelos três grupos é a necessidade de incluir incentivos, benefícios e subsídios para quem preserva e recupera a mata, como acontece na maioria dos países que vêm conseguindo avançar nessa questão ambiental.
Quais as principais diferenças entre o projeto do senador Jorge Viana, apresentado no Senado, e o de Aldo Rebelo, votado na Câmara?
Em linhas gerais, o substitutivo de Viana detalha definições importantes no debate, como o que constitui uma agricultura familiar e quais atividades podem ser exploradas em determinadas áreas protegidas.
Senador Jorge Viana (PT-AC) / Agência Brasil
Em seu relatório, Viana incluiu novas normas para a agricultura familiar
Além disso, há novas normas propostas, como a criação de incentivos em troca de serviços ambientais, e mudança de alguns pontos, como a recomposição das Áreas de Preservação Permanente, as chamadas APPs (ler abaixo).
Qual a avaliação que ruralistas fazem dessas mudanças?
Líderes da bancada rural apresentaram restrições, como defender que todas as pequenas propriedades possam receber os benefícios previstos no Código e não apenas aquelas que se encaixam no conceitos de agricultura familiar, ou seja, no qual apenas membros da família trabalham.
Apesar de restrições como essas, os representantes desse setor comemoraram, já que acreditam que o Código em vigor atrapalha o desenvolvimento do país por ter sido criado quando agricultura e pecuária tinham baixa produtividade. Por isso, defendem as alterações para que haja mais terra para ampliar a produção.
"A expectativa é a de que vamos conseguir aprovar (o texto) e superar mais uma etapa desse calvário, para que muitos agricultores pressionem parar mudar essa lei, que tão mal faz o país", disse Assuero Veronez, vice-presidente do CNA, à BBC Brasil.
O que dizem ambientalistas e acadêmicos?
Boa parte das ONGs de defesa do meio ambiente e especialistas na área rebatem a tese dos ruralistas, afirmando que as terras já exploradas são suficientes para dobrar a produção, e que basta aprimorar a eficiência nas lavouras e nos pastos por meio de tecnologia e uso sustentável na agricultura e pecuária.
Para eles, as mudanças no Código abrem brechas para aumentar o desmatamento e podem por em risco serviços ambientais básicos, como o ciclo das chuvas e dos ventos, a proteção do solo, a polinização, o controle natural de pragas, a biodiversidade, entre outros. Esse desequilíbrio prejudicaria até mesmo a produção agropecuária, que está diretamente ligada a tais fatores ambientais.
Os dois setores acreditam que o novo texto não vai coibir desmatamento. Entre as principais críticas estão o perdão, em vários níveis, a quem desmatou ilegalmente no passado e a autorização de atividades agropecuárias ou de turismo em Áreas de Preservação Permamente. A permissão para que produtores reponham áreas desmatadas em outras regiões do bioma (conjunto de diferentes ecossistemas) também é alvo de críticas.
O que são as APPs, um dos principais pontos de discórdia?
As chamadas Áreas de Preservação Permamente (APPs) são os terrenos mais vulneráveis em propriedades particulares rurais ou urbanas. Como têm uma maior probabilidade de serem palco de deslizamento, erosão ou enchente, devem ser protegidas. É o caso das margens de rios e reservatórios, topos de morros, encostas em declive ou matas localizadas em leitos de rios e nascentes. A polêmica se dá porque o projeto flexibiliza a extensão e o uso dessas áreas, especialmente nas margens de rios já ocupadas.
Qual a diferença entre APP e Reserva Legal?
A Reserva Legal é o pedaço de terra dentro de cada propriedade rural - descontando a APP - que deveria manter a vegetação original para garantir a biodiversidade da área, protegendo sua fauna e flora. Sua extensão varia de acordo com a região do país: 80% do tamanho da propriedade na Amazônia, 35% no Cerrado nos Estados da Amazônia Legal e 20% no restante do território.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Frentes pró divisão têm arrecadação maior


A divulgação da segunda parcial das prestações de contas das frentes de campanha para o plebiscito no Pará demonstra a disparidade no volume arrecadado entre os que são favoráveis à divisão e os que são contra. As duas frentes que defendem a criação dos estados do Tapajós e Carajás já arrecadaram juntas R$ 1,322 milhões, enquanto as que defendem o estado unido conseguiram pouco mais de R$ 242 mil, ou um quinto do arrecadado pelos que querem a divisão.

A maior parte da arrecadação dos adeptos do “sim” é oriunda de doações de empresários, sendo que o principal volume de recursos é da região do Carajás: ao todo R$ 946 mil, sendo R$ 816 de doações de pessoas jurídicas e R$ 130 de pessoas físicas. O Tapajós arrecadou um total de R$ 375 mil, sendo R$ 317 mil de pessoas jurídicas e R$ 58 mil de pessoas físicas.
A receita das duas frentes contrárias à divisão do Estado, por sua vez, demonstra que a frente contra a divisão do Tapajós conseguiu arrecadar pouco mais de R$ 39 mil, sendo o maior volume oriundo de comercialização de bens ou realização de eventos, num total de R$ 28,6 mil. As doações de pessoas jurídicas contra o Tapajós somam apenas R$ 4,9 mil e de pessoas físicas R$ 5,7 mil.
DOAÇÕES
Já os que são contrários à criação do Estado do Carajás conseguiram arrecadar cerca de R$ 202 mil, sendo a maior parte de doações de empresários, num total de R$ 156 mil. As pessoas físicas doaram R$ 20 mil e a comercialização de bens ou realização de eventos arrecadou R$ 26,3 mil.
As campanhas favoráveis à divisão ainda não prestaram contas das despesas, o que deverá ser feito apenas no balanço final, a ser entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Já as duas frentes que são contra a criação dos dois novos estados concentraram seus gastos, principalmente na produção de materiais impressos e na contratação de carros de som.
O teto de despesas estipulado pelo TSE é de R$ 10 milhões para cada frente, o que poderia implicar em um gasto total de R$ 40 milhões.
As prestações de contas estão disponíveis para consulta no site do Tribunal Superior Eleitoral. É possível visualizar as prestações de contas parcial das frentes plebiscitárias favoráveis e contrárias ao desmembramento do Estado do Pará.
As frentes tiveram até o último dia 11 para apresentar os números à Justiça Eleitoral. As primeiras prestações de contas foram apresentadas pelas frentes no dia 11 de outubro e também está disponível para consulta no site do TSE. A prestação final deve ser apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará até o dia 10 de janeiro de 2012.
O plebiscito está marcado para o próximo dia 11 de dezembro e tem a finalidade de consultar todos os eleitores paraenses acerca do desmembramento ou não do Estado para a criação de duas novas unidades da Federação: Tapajós e Carajás. O resultado da votação será encaminhado ao Congresso Nacional, que terá a palavra final sobre a criação ou não dos Estados, que depende da edição de lei complementar, conforme prevê a Constituição.
ONDE CONSULTAR
As prestações de contas da campanha podem ser conferidas no site www.tse.jus.br.
DEFENDEM A DIVISÃO
As duas frentes que defendem a criação dos Estados do Tapajós e Carajás já arrecadaram juntas R$ 1,322 milhões.
CONTRA A DIVISÃO

As duas frentes que defendem o Pará unido conseguiram pouco mais de R$ 242 mil, um quinto dos que querem a divisão. 
 
Fonte: http://wagnerdiass.blogspot.com/

Senado vota projeto que facilitará busca por reservas de água

  

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) deve analisar nesta quarta-feira (23) projeto de lei que obriga a Agência Nacional de Petróleo (ANP) a informar à Agência Nacional de Águas (ANA) sobre poços perfurados em terra onde não forem encontrados petróleo ou gás, mas que demonstrem possibilidade de captação de água proveniente de aquíferos. O Projeto de Lei do Senado será analisado em caráter terminativo, sem necessidade de votação em Plenário.

  O projeto já foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). Na última reunião da Comissão de Infraestrutura, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) foi designado relator “ad hoc” da matéria.

Autor do relatório lido em outubro pela comissão, o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) é favorável à aprovação. Para o senador, a integração dos sistemas de informação da ANP e da ANA, prevista no projeto, contribuirá para a otimização dos trabalhos das duas agências e evitará que poços perfurados em terra, à procura de petróleo ou gás, sejam tamponados sem que se explore a possibilidade de captação de recursos hídricos.

“Além de evitar o custo adicional para as concessionárias envolvidas com a perfuração em busca de petróleo e gás, o aproveitamento dos poços por intermédio da ANA tornará mais rápido e mais barato o abastecimento de água em regiões de notória carência de recursos hídricos, tais como os estados do Nordeste”, argumenta o senador.

Fonte: www.vermelho.org.br

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Em Belém, população hostiliza movimento pró-divisão do Pará


No domingo, a cidade de Belém foi palco de carreatas e manifestações contrárias e favoráveis à divisão do Pará em outros dois Estados: Carajás e Tapajós. A mobilização foi a primeira carreata do movimento pró-divisão e, segundo reportagem da Folha.com, diversos moradores da capital, portando bandeiras do Estado e material contra a cisma, vaiaram o movimento pró-cisão.
No próximo dia 11, o Pará vai às urnas votar se deseja a criação de mais outros dois Estados a partir de seu território: Carajás (sudeste) e Tapajós (oeste).

Governador se posiciona

Contrário à divisão, o governador do Estado, Simão Jatene (PSDB), em artigo publicado nos jornais Diário do Pará e O Liberal, manifestou preocupação com a crescente rivalidade entre os paraenses: “Não posso aceitar que a luta pela divisão do território se transforme em divisão do nosso povo”, diz.
Com críticas à proposta de divisão, Jatene argumenta que a questão em “pauta não foi fruto de qualquer estudo prévio que procurasse definir o perfil de cada novo Estado. Quais os municípios que deveriam integrar esse ou aquele Estado para que se tivesse um melhor equilíbrio econômico, social e político, para que o povo fosse efetivamente beneficiado. Não, a população em todo esse processo, lamentavelmente, não teve seus interesses considerados. Foi apenas ‘um detalhe’. ‘Detalhe’ que, agora, tem a responsabilidade de decidir diante de um ‘prato feito’, sem poder mudar mais nada”.
Ele ressaltou ainda “preocupação diante dos rumos da campanha, particularmente na televisão, onde salta aos olhos que o ‘vale tudo’ está em marcha” em uma tentativa de “destruir a autoestima do paraense e mostrar, como alternativa, que a simples divisão, automaticamente, trará ganhos financeiros aos três estados”.

Para PCdoB integração para superar cisma

O comitê estadual do PCdoB também se posicionou contrário à divisão do estado. De acordo com o comitê, “o que está em pauta nesse debate é a falta de políticas publicas e o abandono histórico do povo. Essa ausência é sentida pela população de todas as regiões do Pará. Outro ponto são as motivações das elites locais que desejam colocar as riquezas do Pará a seus serviços”.
Para os comunistas paraenses, os problemas do Estado passam pela “falta de um novo projeto de desenvolvimento para o Brasil com valorização do trabalho, inclusão social e integração regional”. Eles ressaltam também o caráter nacional e integracionista da solução dos problemas regionais: “queremos debater qual é o papel do Pará e da Amazônia no processo de desenvolvimento do Brasil. Portanto essa discussão tem conotação nacional, pois abre uma grande movimentação sobre a divisão do território brasileiro”.

Pesquisa

Segundo pesquisa Datafolha divulgada no último dia 11, 80% dos eleitores do Pará remanescente são contra Carajás e 77%, contra Tapajós.
Em todo o Pará, porém, os votos contra a divisão somam 58%, enquanto há 33% a favor. Os favoráveis concentram-se nas regiões que querem se separar.

Fonte: correiodobrasil.com.br